Primeira Parada das Travestis e Transexuais na Avenida Paulista aconteceu no ano de 2003, apontam registros históricos. Ativistas que fizeram parte, denunciam apagamento da memória do Movimento Trans e reforçam importância de reconhecer a trajetória construída ao longo das décadas.
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| Primeira Parada das Trans na Avenida Paulista aconteceu em 2003 |
A memória histórica do Movimento Trans em São Paulo voltou ao centro do debate após declarações recentes que passaram a atribuir a criação da primeira Parada Trans da cidade a iniciativas atuais. Ativistas e pessoas que participaram diretamente da organização do movimento afirmam que a primeira Parada das Travestis e Transexuais realizada na Avenida Paulista aconteceu no ano de 2003, como parte da estrutura organizativa da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.
Segundo relatos e registros da época, a mobilização foi organizada pela Coordenadoria das Trans da própria Parada LGBT, que naquele período estruturava frentes específicas dentro do movimento para ampliar a visibilidade de diferentes identidades da comunidade LGBTQIA+.
A iniciativa representou um momento simbólico e político importante: travestis e mulheres trans ocuparam o espaço público da Avenida Paulista com pautas próprias, reivindicando direitos, respeito, cidadania e reconhecimento social.
Participantes da época afirmam que preservar essa memória é fundamental para compreender a trajetória do movimento. Para elas, o reconhecimento histórico não impede o surgimento de novas mobilizações, mas exige responsabilidade com os fatos e com as pessoas que participaram da construção dessas lutas.
“Apagar esse registro significa ignorar o trabalho e a coragem de muitas travestis e mulheres trans que enfrentaram preconceito e violência para garantir visibilidade política naquele momento”, afirma Luanna que acompanham o debate nas redes sociais.
Especialistas e militantes destacam que a preservação da memória do movimento é parte essencial da própria luta por direitos, pois permite reconhecer as trajetórias coletivas que abriram caminho para conquistas atuais.
Para integrantes do movimento, o debate atual reforça uma mensagem central, novas iniciativas são importantes e devem ser celebradas, mas sem que isso signifique apagar ou reescrever a história já registrada.
“Celebrar novas mobilizações é importante, mas sem apagar quem veio antes. A história da travestilidade e da transexualidade em São Paulo é coletiva, construída por muitas mãos, vozes e corpos ao longo dos anos.” Relatou em nota de Repúdio na pagina Travestis e Transexuais Brasileiras no Facebook.
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