06 junho, 2026

Após revolta de MC Trans, Heitor Werneck apresenta sua versão

Heitor Werneck apresenta sua versão após críticas de MC Trans e MC Xuxu na 25ª Feira Cultural da Diversidade LGBTQIAPN+ 

Por Luciana Kimberly Dias do Mundo T em São Paulo

Heitor Werneck apresenta sua versão após críticas de MC Trans e MC Xuxu na 25ª Feira Cultural da Diversidade LGBTQIAPN+
Produtor da Feira da Diversidade Heitor Werneck responde acusações e atribui corte de show à ação policial.
Após a repercussão do desabafo feito por MC Trans e MC Xuxu sobre a programação da Feira da Diversidade LGBT+ de São Paulo, o produtor cultural Heitor Werneck apresentou sua versão sobre o ocorrido.

Segundo Heitor, a redução do tempo de apresentação não teria ocorrido por má vontade ou desrespeito às artistas trans, mas por uma determinação das autoridades responsáveis pela segurança do evento.

De acordo com o produtor, a Polícia Militar teria exigido o encerramento das atividades no palco, obrigando a organização a acelerar a programação. Heitor afirmou ainda que tentou encontrar alternativas para que MC Trans tivesse mais espaço e ressaltou que sua intenção sempre foi valorizar artistas trans dentro da Parada.

"Foi a polícia me obrigando. Tentei dar uma saída para a situação. Se tem uma coisa que faço é tentar dar espaço", declarou.

Heitor também afirmou que não nega os transtornos enfrentados pela equipe da artista, mas destacou que a decisão não partiu exclusivamente da produção do evento. Segundo ele, outros artistas também tiveram seus tempos reduzidos para que a programação pudesse ser concluída dentro das exigências impostas naquele momento.

A manifestação do produtor surge após as fortes críticas feitas por MC Trans nas redes sociais. A artista afirmou ter investido recursos próprios para levar uma grande estrutura ao palco, incluindo músicos, bailarinos e artistas convidados, e demonstrou indignação ao ver sua apresentação ser reduzida.

O episódio acabou gerando um amplo debate nas redes sociais sobre valorização, respeito e espaço para artistas trans dentro dos eventos ligados à comunidade LGBTQIA+.

Enquanto MC Trans e MC Xuxu relatam frustração com o ocorrido, a versão apresentada por Heitor Werneck aponta que fatores externos e questões de segurança pública também influenciaram diretamente o desfecho da programação.

O Mundo T-Girl ouviu os dois lados da situação. O posicionamento de Heitor Werneck foi publicado em respeito ao direito de resposta. Seguimos defendendo o diálogo, a transparência e, acima de tudo, o respeito às artistas trans e travestis que ajudaram a construir a história da comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil.

O caso evidencia a necessidade de diálogo entre artistas e organização para que situações semelhantes possam ser evitadas nos próximos anos.



Kimberly é uma Blogueira, Criadora de Conteúdos e Travesti, natural da cidade de Fernandópolis, interior de SP, Voluntária na militância pelos Direitos, Cidadania e Visibilidade Positiva das Travestis e Transexuais em Redes Sociais. 

✉ Contato: luciana.kimberly@yahoo.com

3 comentários:

  1. Castro Neves06 junho, 2026

    Mesmo entendendo as exigências da Polícia Militar, o prejuízo financeiro e emocional das artistas trans continua sendo uma realidade que dói.

    ResponderExcluir
  2. Tati Odara06 junho, 2026

    Uma situação complexa.

    ResponderExcluir
  3. Evandro Nogueira06 junho, 2026

    Excelente cobertura jornalística!

    ResponderExcluir