06 abril, 2026

Primeira Parada Trans na Avenida Paulista aconteceu em 2003

Primeira Parada das Travestis e Transexuais na Avenida Paulista aconteceu no ano de 2003, apontam registros históricos. Ativistas que fizeram parte, denunciam apagamento da memória do Movimento Trans e reforçam importância de reconhecer a trajetória construída ao longo das décadas.

Primeira Parada das Trans na Avenida Paulista aconteceu em 2003
Primeira Parada das Trans na Avenida Paulista aconteceu em 2003 

A memória histórica do Movimento Trans em São Paulo voltou ao centro do debate após declarações recentes que passaram a atribuir a criação da primeira Parada Trans da cidade a iniciativas atuais. Ativistas e pessoas que participaram diretamente da organização do movimento afirmam que a primeira Parada das Travestis e Transexuais realizada na Avenida Paulista aconteceu no ano de 2003, como parte da estrutura organizativa da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

Segundo relatos e registros da época, a mobilização foi organizada pela Coordenadoria das Trans da própria Parada LGBT, que naquele período estruturava frentes específicas dentro do movimento para ampliar a visibilidade de diferentes identidades da comunidade LGBTQIA+.

A iniciativa representou um momento simbólico e político importante: travestis e mulheres trans ocuparam o espaço público da Avenida Paulista com pautas próprias, reivindicando direitos, respeito, cidadania e reconhecimento social.

Participantes da época afirmam que preservar essa memória é fundamental para compreender a trajetória do movimento. Para elas, o reconhecimento histórico não impede o surgimento de novas mobilizações, mas exige responsabilidade com os fatos e com as pessoas que participaram da construção dessas lutas.

“Apagar esse registro significa ignorar o trabalho e a coragem de muitas travestis e mulheres trans que enfrentaram preconceito e violência para garantir visibilidade política naquele momento”, afirma Luanna que acompanham o debate nas redes sociais.

Especialistas e militantes destacam que a preservação da memória do movimento é parte essencial da própria luta por direitos, pois permite reconhecer as trajetórias coletivas que abriram caminho para conquistas atuais.

Para integrantes do movimento, o debate atual reforça uma mensagem central, novas iniciativas são importantes e devem ser celebradas, mas sem que isso signifique apagar ou reescrever a história já registrada.

Celebrar novas mobilizações é importante, mas sem apagar quem veio antes. A história da travestilidade e da transexualidade em São Paulo é coletiva, construída por muitas mãos, vozes e corpos ao longo dos anos.” Relatou em nota de Repúdio na pagina Travestis e Transexuais Brasileiras no Facebook. 

Homem armado dispara e ameaça Pessoas Trans em Dourados

 Violência contra pessoas trans termina com prisão após perseguição policial em Dourados (MS)

Por Luciana Kimberly Dias do Mundo T em São Paulo

Na noite deste domingo (5), um homem de 49 anos foi preso em flagrante após uma sequência de crimes envolvendo disparos de arma de fogo, ameaças contra Pessoas Trans e direção perigosa na cidade de Dourados.

De acordo com informações registradas na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário, a Polícia Militar foi acionada por volta das 22h50 após denúncias de que um homem, conduzindo um Volkswagen Gol branco, estaria efetuando disparos de arma de fogo e ameaçando Pessoas Trans em uma área conhecida da cidade, no bairro Jardim Clímax.

Ao chegarem nas proximidades, os policiais foram abordados por um motorista de aplicativo que confirmou as denúncias. Duas pessoas trans que estavam no local, visivelmente assustadas com a situação, indicaram aos agentes a direção tomada pelo suspeito.

Durante as buscas, o veículo foi localizado na rua Aquidauana. Segundo a ocorrência, ao perceber a aproximação policial, o motorista teria apontado um revólver em direção aos agentes. Diante da ameaça, os policiais reagiram efetuando dois disparos. O suspeito então iniciou uma fuga em alta velocidade, desobedecendo às ordens de parada e colocando em risco outros motoristas e pedestres.

A perseguição se estendeu por diversas ruas de Dourados até que, no cruzamento das ruas Major Capilé e Caiuás, uma viatura policial tentou interceptar o veículo. Devido à velocidade, o condutor colidiu contra a lateral da viatura, perdeu o controle do carro, bateu em uma árvore e acabou capotando.

Após o acidente, o homem foi retirado do veículo, algemado e preso. Dentro do carro, os policiais localizaram um revólver da marca Rossi com seis munições, sendo três já deflagradas e três intactas.

O suspeito apresentava ferimentos no supercílio e no ombro esquerdo em decorrência do acidente e foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais.

A polícia retornou ao local inicial da ocorrência na tentativa de localizar as pessoas trans ameaçadas, porém elas já não estavam mais na região.

O caso foi registrado como desobediência, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, disparo de arma de fogo e dano.

Foto Primeira Página

Violência contra Pessoas Trans:
Casos como este reforçam a realidade de insegurança que ainda atinge a população trans no Brasil. A presença de violência e intimidação em espaços públicos demonstra a urgência de políticas de proteção e respeito à diversidade.

Kimberly é uma Blogueira, Criadora de Conteúdos e Travesti, natural da cidade de Fernandópolis, interior de SP, Voluntária na militância pelos Direitos, Cidadania e Visibilidade Positiva das Travestis e Transexuais em Redes Sociais. 

✉ Contato: luciana.kimberly@yahoo.com